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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Jovens da São mateus se destacam em olímpiada cultural do distrito...

Sapiranga - R.S: Os jovens da Juventude São Mateus de Sapiranga fizeram bonito na olímpiada cultural do Distrito de jovens no último domingo, dia 15 de novembro, no centro de cultura de Àrarica - R.S. Com a peça "Além das Palavra" (Adptada do filme - Além das Palavras; CPTN - A voz da Cruz), adpatada pelo Estagiário Elton Americo, os jovens levaram para casa quatro troféus: Melhor ator, Melhor atriz, Melhor texto e o 2º lugar. O primeiro lugar fico com a Juventude São Paulo de Novo Hamburgo, com a cantata "O Semeador da Paz". Foram premiados na noite também esquetes e bandas. Parabéns jovens da São Mateus.



São Mateus participa do congresso de jovens do distrito DIJUVASI....

Sapiranga - R.S: Os jovens da Juventude Evangélica Luterana de Sapiranga participaram no último domingo, dia 15 de novembro, pela manhã, do Congresso Distrital de Jovens do DIJUVASI. Na ocasião os jovens puderam refletir sobre o tema: "Reforma, sempre em reforma", palestra ministrada pelo Pastor Rafael Wilske de Dois Irmão - R.S. Na Ocasião foi eleita també a nova diretoria para o ano de 2010. Nesse encontro também ficou definido que a juventude de Sapiranga ficara responsável em organizar a olímpiada cultura de 2010.
É isso aí galera da São Mateus, há muito trabalho pela frente.

Jovens da São Mateus planejam 2010 a luz da Palavra de Deus...

Sapiranga - R.S: Sábado, dia 14 de novembro, foi dia de planejamento para a Juventude São Mateus. A luz do texto de Filipenses 1.3-11, os jovens refletiram como eles poderiam planejar o trabalho do próximo ano, guiados pela palavra de Deus e utilizando-se dos dons que o próprio Deus nos dá. A partir dessa reflexão, os jovens apontaram para algumas áreas cujas quais pretendem trabalhar; Missão, Evangelismo, Louvor, Teatro, etc., servindo sempre com alegria, louvor e gratidão a Deus. A próxima etapa do estudo é fazer um cartaz indicativo para as áreas da igreja e sociedade em que trabalharão, guiados por um versículo tema que será escolhido na próxima reunião. Que Deus continue sempre derramando suas bênçãos e sua graça no trabalho da Juventude São Mateus de Sapiranga.

“Deus serve a cada um de nós em seu Amor” - Marcos 9.38-50

É comum falarmos em formas de servir dentro da igreja ou como cristãos no mundo. E como é importante quando temos pessoas que servem dentro da igreja. E de fato, é muito bom quando podemos olhar para essas pessoas que dedicam seu tempo, seus dons e até mesmo os seus bens para que o Evangelho seja anunciado a todas as pessoas e, assim, esse “servir” reflete todo o carinho, todo amor e todo o cuidado que essas pessoas têm umas com as outras.
Jesus, no evangelho a pouco lido, também nos fala sobre servir. E ao falar sobre “servir”, Jesus nos convida a olharmos para ele e vermos como ele “serve” a cada um de nós com sua morte e ressurreição.
Jesus tinha acabado de falar com seus discípulos a respeito sobre “o maior no reino dos céus”. Jesus mostra para os discípulos e a nós também, que quem quiser ser o maior no reino de Deus, que se torne servo de todos: “Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (Mc 9.35).
Jesus não está fazendo aqui uma escala de valores para se adquiri o reino de Deus, não. Jesus está nos lembrando que o reino de Deus veio para servir a todos.
Com isso Jesus quer revelar a todos a quem pertence o reino de Deus. Ou melhor, a quem Jesus veio acolher para dentro desse reino. Jesus acolhe para dentro do seu reino todas as pessoas fragilizadas e necessitadas. Todas aquelas pessoas as quais não tem mais ninguém que olhe por elas e que estão aterrorizadas pelo pecado. A essas pessoas Jesus acolhe e as “servem” com o seu perdão e o seu amor.
Assim sendo, Jesus mostra aos seus discípulos, como a nós também, que Ele serve a cada um de nós em nossa maior necessidade. Ele nos serve em meio ao nosso pecado e ao nosso desespero, oferecendo a cada um de nós o seu perdão conquistado com sua morte e ressurreição.
Os discípulos de Jesus mais uma vez mostram que não haviam compreendido o que Jesus falava. Isso fica evidente quando eles proíbem um homem que, expelia demônios em nome de Jesus, de fazer o seu trabalho somente porque não pertencia ao grupo dos doze. Eles não conseguem compreender que todos aqueles que servem ao próximo em suas necessidades em nome do Senhor, ao Senhor o servem.
Os discípulos achavam que por eles terem sido escolhidos por Jesus, e estarem sendo preparados pelo próprio Jesus somente eles poderiam servi-lo.
Jesus ao responder aos discípulos: “Não o proíbam...porque quem não é contra nós é por nós” (Mc 9.39-40) ensina ao discípulos, bem com a nós também uma lição muito valiosa: Não temos o direito de esperar que todos sirvam da mesma maneira ao Senhor, visto que os dons e as habilidades são diversas. Antes, deveríamos dar glória Deus por essas pessoas.
Assim Jesus diz: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem der um copo de água a vocês, porque são de Cristo, com toda a certeza receberá a sua recompensa” (Mc 9.41).
Jesus nos mostra que o servir não está no tamanho da obra realizada, mas em nome de quem ela é realizada, ou seja, “em nome de Cristo”, ou como podemos ver em Cl 3.17: “E tudo o que fizerem, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus”.
Com isso Jesus nos mostra que o “servir a Deus” é fruto da fé que o próprio Deus nos dá. É a partir da fé que se apega no perdão e na salvação a qual Deus nos oferece gratuitamente que o cristão vai agora ao encontro do próximo para também querer “servi-lo” em amor como Deus o serviu. Servimos ao nosso irmão na fé, porque Deus nos serviu primeiro em Cristo.
Assim, servir ao próximo e acolhê-lo em suas necessidades é um sinal de amor, o qual o próprio Jesus dispensou por cada um de nós. Jesus serviu a cada um de nós com a sua própria vida, e com ela nos acolheu para o seu reino.
Dessa foram, “o menor dos discípulos de Cristo representa Cristo”, o cristão é um sinal da presença de Cristo e Cristo se identifica com o menor dos cristãos, ou como nos coloca Lutero: “Somos pequenos Cristos na vida do nosso próximo”.
É nessa perspectiva que Jesus adverte a respeito dos tropeços. O acolher inclui também cuidar para que esses “pequeninos crentes” não se escandalizem nem tropecem na fé. Servir nesse sentido significa cuidar, amparar, consolar e confortar. Jesus com sua morte e ressurreição nos serviu com tudo o que tinha; a sua vida. E assim Jesus nos deu perdão, vida e salvação. Podemos dizer que com o perdão, vida e salvação que Jesus nos serviu com sua morte e ressurreição ele cuidou de nossas aflições (Pecado), nos amparou em nosso desespero diante da morte eterna, nos consolou com a ressurreição e agora nos conforta com a vida em seu reino.
Quando servidos por essa maravilha de Deus, e confortados pela sua graça e pelo seu amor, que nos é oferecido pelo salvador Jesus, somos convidados também para agora sermos “sal da terra”, ou seja, proclamadores do Evangelho e da paz de Deus. E como “sal”, Cristo nos faz “servos” uns dos outros para que possamos cuidar uns dos outros e nos fortalecermos juntos na comunhão com Deus e com o nosso próximo, cuidando sempre para não fazermos os “pequeninos” tropeçarem em sua fé.
Servir dentro da igreja ou como cristão no mundo é um grande privilégio. E nós temos o privilegio de também sermos servido por Deus. Assim, Jesus nos mostra que Deus serviu a cada um de nós por meio de sua morte e ressurreição, dando-nos a certeza que nesse servir de Jesus podemos encontrar perdão, vida e salvação. E movidos pelo “servir” que Jesus dispensou por cada um de nós, que podemos agora ir ao encontro do nosso próximo para servi-lo em amor, certos que ao fazê-lo ao próprio Jesus o fazemos. Assim somo amparados e confortados pelo amor de Deus, oferecidos em Cristo, o qual nos acolhe em nosso desespero, nos perdoa e nos faz habitantes do reino de Deus. Assim podemos ter a certeza que Deus serve a cada um de nós em seu amor. Amém.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Noite Teatral Agita Sábado em Sapiranga...

Sapiranga-R.S: Sabádo dia 07 foi um dia muito especial para a juventude "São Mateus" de Sapiranga. Com um mostra teatral perante a comunidade, os jovens deram início a caminha rumo a "Olímpiada Cultural" do distrito. Frente a uma platéia bem atenta e animada eles puderam apresentar a peça adaptada "Além das Palavras" (CPTN - A Voz da Cruz) que conta a história de uma menina que sofreu um acidente e que perdeu a esperança de voltar a andar e praticar balé. Com a ajuda de um irreverente casal de mimícos ela descrubirá que o amor de Deus a cobre por todos os lados e está junto dela até mesmo em momento dificeis. O convite que os jovens fazem agora é que todos possam prestigiar a bela noite cultural que está sendo promivida pelo distrito.

Jovens de Sapiranga perguntam: Se os Luteranos sumirem do mapa eles farão falta?


Sapiranga-R.S: Sábado, dia 31 de outubro, dia da "Reforma", um dia especial para os cristãos e principalmente os luteranos. Esse é o dia em que olhamos para história e vemos um monje agostiniano do século XVI fixando na porta da Igreja do castelo de Winttemberg 95 teses que apontavam para erros que precisavam ser corrigidos dentro da igreja cristã. Sábado, dia 31 de outubro de 2009, cidade de Sapiranga - R.S, um grupo de jovens reunidos, 492 anos após a reforma, se perguntam: Se os Luteranos sumirem do mapa, eles farão falta? olhando para um contexto em que existem mais de 39 mil denominações em todo o mundo, confessar-se Luterano faz alguma diferença? A conclusão que os jovens de Sapiranga chegaram, juntamente com o autor do texto estudado, Prof. Dr. Vilson Scholz, é que sim. Se os Luteranos sumirem do mapa, sim eles farão falta pela sua doutrina e clareza a respeito da graça de Deus. É essa doutrina que revela a nossa identidade como cristãos luteranos no mundo, por isso, deve-se por parte dos próprios luteranos sempre ser aprendida de novo.Aprender novamente sobre nossa doutrina é aprendermos sobre quem nós somos e qual a diferença que fazemos como cristão no mundo.


Jesus é a verdade que nos Liberta - Jo 8.31-36

Se existe uma palavra que cativa, que chama a atenção de cada um de nós, certamente essa palavra é liberdade. E podemos até dizer que a “liberdade” existe de diversas formas.
As propagandas comerciais vendem a idéia, o desejo de sermos livres, de termos a “liberdade para fazermos o que bem queremos”.
Outros começam a sentir o gostinho de liberdade quando começam a trabalhar, garantindo assim seu sustento próprio e deixando assim de ser dependentes. Assim, nós poderíamos fazer uma lista do que significa para nós liberdade.
Há algo muito profundo dentro de nós que deseja, que aspira pelo sentir-se livre. No entanto, há algo bem fundo dentro de nós que diz que ainda não o somos.
O texto de João a pouco lido fala sobre “liberdade”. E ao mesmo tempo em que ele fala sobre a liberdade ele aponta para a única forma de se conseguir essa liberdade, ou seja, por meio da “verdade”: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” .(Jo 8.31-32)
Mas que “verdade” é essa? Em um mundo em que existem várias verdades, vários caminhos, será possível afirmar que existe uma única “verdade que liberta”? Essa poderia ser a pergunta de cada um de nós. Essa foi à pergunta do povo judeu. Como poderiam eles, que eram descendência de Abraão, serem escravos, ou pior ainda, necessitarem serem livres. E como poderia algo tão subjetivo com a “verdade” os tornarem livres. Com a sua objeção, os judeus provaram nesse diálogo que não eram livres, porque não conheciam à verdade sobre eles mesmos.
O povo judeu não compreendeu que Jesus estava falando da escravidão que atinge todas as pessoas em todos os tempos. Que não faz distinção entre “filhos de Abraão” ou “gentios”, mas que antes aprisiona a todos, a escravidão do pecado: “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34).
Essa foi à realidade que Martinho Lutero descobriu, da qual ele próprio sentiu falta em sua igreja. O reconhecimento do pecado humano e da ação graciosa de Deus em nos libertar dessa escravidão.
E quando a “verdade” e o permanecer firme na “Palavra” foram sufocados que uma reforma se fez necessária. Não uma reforma com vista à liberdade de crença. Nem mesmo com a intenção de se criar uma nova denominação, mesmo que isso tenha se tornado necessário depois. E muito menos uma reforma para se criar uma nova fé. Mas antes uma reforma que trouxe de volta aos pecadores o consolo e a graça de Deus. Uma reforma que colocou a “verdade que liberta” de novo em primeiro lugar na vida do povo de Deus.
E essa liberdade da qual Jesus fala ao povo, a qual Lutero via como o maior tesouro da Igreja, nos torna verdadeiramente “livres”. Livres do pecado e da condenação eterna. Livres dos terrores de nossa consciência que sempre de novo nos mostra quão pecadores e longe de Deus estamos. E a verdade que nos traz liberdade é essa: “Se pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).
Nessas palavras repousam toda esperança, toda liberdade, todo o consolo que a “Verdade” que liberta pode trazer. Paulo reflete essa verdade da seguinte maneira: “Que Deus estava em Cristo (Filho, Verdade) reconciliando consigo o mundo” (2 Co 5.18). Negar essa verdade significa negar a própria liberdade.
Quando colocamos a nossa confiança em outros caminhos, em outras verdades que não seja o “Filho”, estamos longe de conseguirmos a verdadeira liberdade. E quando isso acontece, nossa fé está em perigo, nossa salvação está em perigo, e porque não dizer, a nossa vida está em perigo. E isso tudo acontece porque esses caminhos são falsos.
E esses caminhos falsos nos desviam da “Verdade”, do “Filho” e de tudo aquilo que ele fez para nos dar a liberdade e a vida. E quando isso acontece, necessitamos urgente de uma nova reforma. Uma reforma que, assim como aconteceu com Lutero e a Igreja do século XVI, coloque novamente Cristo no centro da pregação e da vida do povo de Deus, da sua igreja.
O único e verdadeiro caminho que conduz a cada um de nós a liberdade, que nos traz perdão, consolação e esperança. Que revela a nós o amor de Deus e sua misericórdia. Que nos dá a vida eterna é o Salvador Jesus. É em sua morte e ressurreição que encontramos a “Verdade” libertadora.
O reformador compreendeu muito bem o valor da obra de Jesus em favor de todos, por isso escreveu: “Creio que Jesus Cristo... é meu Senhor. Pois me remiu a mim, homem perdido e condenado, me resgatou e salvou de todos os pecados, da morte e do poder do diabo; não com ouro ou prata, mas com seu santo e precioso sangue e sua inocente paixão e morte, para que eu lhe pertença...” (Explicação do 2º artigo do Credo- Catecismo Menor).
Lutero via na morte e ressurreição de Jesus vida, perdão e liberdade. Liberdade do pecado, da morte e do poder do diabo. E agora por meio de Jesus ele reconhece que se torna também filho de Deus.
Quando confessamos que somente em Jesus encontramos a verdade que liberta, reconhecemos também que dele recebemos vida, perdão e liberdade. E somos feitos também filhos de Deus.
Certamente temos muitas idéias sobre liberdade. E talvez nenhuma dessas idéias nos dê a verdadeira definição do que é a liberdade.
Jesus nos mostrou onde podemos encontrar a verdadeira liberdade. Uma liberdade que traz à cada um de nós vida, perdão e salvação. Que nos liberta da escravidão do pecado, da morte e do diabo. E que nos dá a certeza do amor de Deus por nós.
Uma liberdade que aponta para o único e verdadeiro caminho para a nossa salvação – Jesus Cristo.
É por meio dessa liberdade que podemos, confiantes afirmar: “Jesus Cristo é a verdade que nos liberta.”

Elton Americo - Estagiário/Spiranga-R.S