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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Em Cristo estamos “conectados com Deus” 1Jo 4.15-20 (Mensagem proferida no retiro de Jovens da São Mateus 2011)

O tema do nosso retiro desse ano foi “Redes Sociais e relacionamentos”. Ao estudarmos esse assunto descobrimos que o mundo (as pessoas) está “conectado”. As pessoas estão conectadas por meio das redes sociais que as identificam e lhes dão uma nova identidade. Elas estão “conectadas” em seus relacionamentos diários que criam teias de “sentimentos” como a solidariedade, solidão, saudade, etc. E é por meio dessas conexões que fazemos quase que diariamente que a nossa vida encontra sua dinâmica: alegria, frustração, decepção e amor. “Estar conectados”, esse é o assunto da carta do apóstolo João na leitura que fizemos ainda pouco em nosso culto. E por meio dessa conexão nós temos um novo relacionamento com Deus: “Todo aquele que afirma que Jesus é o Filho de Deus, Deus vive unido com ele, e ele vive unido com Deus” (1 Jo 4.15). 1º Parte – Crer em Jesus é estar conectado com Deus. A primeira realidade que o apóstolo João coloca diante dos nossos olhos é que existe apenas uma maneira de estar “conectado” com Deus: Crer que Jesus é o único Salvador. A fé em Jesus é o único caminho que nos leva até Deus. O próprio Salvador Jesus afirma isso quando diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6). Nós, por nossa própria natureza vivemos afastados de Deus, desconectados dele. E não há nada que possamos fazer para podermos nos “unir”, novamente com Deus. O nosso pecado é com um vírus que impede essa nossa conexão. Assim, precisamos de uma “rede” segura, onde podemos nos firmar na certeza que essa “rede” nos conectará, nos unirá ao Pai e não haverá perigo de se perder essa conexão. Se procurarmos essa “rede” em nós mesmos ou em nossas ações veremos que é impossível para nós essa conexão, uma vez que a nossa rede está corrompida e cheia de vírus. O apóstolo Paulo traz aos nossos olhos a realidade dessa rede corrompida quando diz: “As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração a ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raivas, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas... repito o que já disse: Quem faz essas coisas não receberão o Reino de Deus” (Gl 5.19-21). E completa dizendo: “Não há quem faça o bem, nenhuma pessoa sequer”. Diante dessa realidade nós caminhamos para longe de Deus e da sua vontade para conosco. E a vontade de Deus para nós e que possamos viver “unidos” a ele. Diante da vontade de Deus e da nossa realidade, surge uma dicotomia: Como eu posso viver unido com Deus se o meu pecado me desconecta e corrompe o meu acesso a Ele? A resposta o próprio Jesus nos dá: "Creiam em mim e creiam também em meu Pai" (Jo 14.1), e o apóstolo João completa: “Todo aquele que afirmar que Jesus é o Filho de Deus, Deus vive unido com ele, e ele vive unido com Deus” (1 Jo 4.15). Jesus ao entrar em Jerusalém, como vemos na entrada triunfal de Jesus, não está atraindo sobre si a glória de um rei, mas antes o juízo de Deus sobre si no lugar do povo. Esse juízo está revelado na Cruz. E é na cruz que nós somos conectados com o Pai novamente. Assim, o caminho da cruz é o caminho que nos leva a Deus. É na cruz que os nossos pecados são cobertos e Deus pode olhar para nós novamente e se relacionar conosco. Nesse “relacionamento” nós somos acolhidos e integrados para dentro do Reino de Deus, e temos a certeza de que Deus nos aceita mesmo e apesar do nosso pecado. Poderíamos exemplificar assim: Como o pecado é como um vírus que corrompe o nosso “acesso” a Deus, a morte de Jesus na cruz funciona como um “anti-vírus”, que limpa a nossa conexão e nos conecta (liga, une) com Deus novamente. Nesse novo acesso, o que temos é um relacionamento marcado pelo cuidado, pela presença, pelo perdão e pela vida e o amor que Deus nos oferece. 2º Parte – Estar conectado com Deus nos leva a amar o próximo. Como a base dessa conexão agora é o amor de Deus que está revelado em Jesus, estar conectado em Deus gera em nós amor também. É nessa perspectiva que o apóstolo João diz: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro”. (1 Jo 4.19). Essas palavras do apóstolo João trazem diante de nossos olhos duas realidades: 1. Quem não ama o próximo não ama a Deus; 2. O amor a Deus nos leva a amar o próximo. Em primeiro lugar não é possível amar a Deus e não amar ao próximo. As duas coisas estão conectadas. Deus é amor, e aquele que está unido com Deus, está unido também em seu amor. Esse amor, no entanto se manifesta nos nossos relacionamentos. É no meu relacionamento com o amigo, com a namorada, com o pai, mãe, patrão, esposa, filhos, que eu vou viver o amor que Deus derrama sobre a minha vida. Esse amor me ensina a perdoar as falhas do outro, a pedir perdão quando erramos. Esse amor nos ensina a acolher aquele que sofre, a consolar aquele que chora, a respeitar aqueles que cuidam de nós. Assim, todo nosso relacionamento está firmado e fundamentado no amor de Deus, que nos perdoa, consola e salva. Assim, odiar seu irmão, desrespeitar pai, mãe, autoridade, etc. não são frutos do Amor daquele que está unido com Deus, pelo contrário, conforme nos coloca o apóstolo João: “Se alguém diz: “Eu amo a Deus, mas odeia o seu irmão, é mentiroso” (1 Jo 4.20). Em segundo lugar, o apóstolo João nos lembra que todas as pessoas que estão unidas com Deus, vivem essa união no seu relacionamento com o próximo. É nesse relacionamento que busca sempre o acolhimento mútuo, o perdão, a compaixão, a solidariedade, que a nossa fé é testemunhada e nós podemos reconhecer que já estamos vivendo na “rede social” de Deus – o céu. O céu não começa apenas no além, depois da morte. Mas ele está presente no meu relacionamento com aqueles que estão a minha volta. É nesse sentido que compreendemos as palavras de Jesus: “Assim também brilhe a nossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a Deus”. (Mt 5.16). Brilhar a nossa luz é viver a nossa fé diante dos cuidados e amor que Deus nos oferece. Cuidados e amor que encontramos em Jesus. Esses cuidados e amor vão adiante e se concretizam no nosso relacionamento, na maneira como tratamos as outras pessoas: com amor, carinho, respeito, etc. E essas “boas obras”, fruto da luz da salvação de Jesus em nós nos faz luz no mundo e testemunha a nossa vida unida a Deus. Uma vida FUNDAMENTADA no AMOR de Deus. Conclusão: Em Jesus nos estamos “Conectados com Deus”. E essa conexão nos abra a porta do céu, onde encontramos os cuidados e amor de Deus. Cuidados e amor que nos levam em direção ao nosso próximo para também nos relacionarmos com eles em perdão e amor. É nessa conexão com Deus que nós também somos conectados uns com os outros na grande rede social de Deus: seu reino eterno. Um reino de amor, perdão, acolhimento e vida eterna. E agora, acolhidos e integrado nesse reino somos convidados por Deus a “curtir” a vida nesse reino. Amém.

Retiro de Verão São Mateus - 2011

Sapiranga-R.S - Ocorreu nos dias 27-28 de novembro de 2011 o retiro de verão da Juventude São Mateus de Sapiranga - R.S. O tema do retiro foi "Redes Sociais - na teia dos relacionamentos". Como palavras são pouco para poder descrever o que foi esse retiro, contemple os melhores momentos nas imagens das fotos....

sábado, 24 de dezembro de 2011

Third Day - Angels We Have Heard On High - Christmas Offerings

Um Feliz Natal a todos, na paz do Salvador Jesus!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Eu Quero Apenas.flv

Esse vídeo é de um amigo. Muito bom por sinal. Observem o filhinho dele, o Nícolas dando um show a parte. Parabéns Tiago e Nicolas

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Vida e Morte - Mateus 25.31-46

A revista "Mensageiro Luterano" no mês de novembro trouxe como reflexão o tema "Vida e Morte". Refletir sobre "VIDA e MORTE" é algo importante e necessário, uma vez que essas duas realidades estão presentes no nosso dia a dia. A vida se manifesta de diversas maneiras, até mesmo de maneira cujas quais nós não esperamos; pode ser no nascimento de uma criança, no batismo e até mesmo quando a vida é preservada depois de um grave acidente, ou de uma enfermidade. Já a morte se faz presente na partida de alguém que amamos, nas perdas, nas batalhas que precisamos enfrentar e que muitas vezes nos sentimos derrotados. E da morte surge sentimentos como o choro, a dor, a ausência, o medo, a insegurança, etc.
"VIDA e MORTE", esse é o tema que está presente no evangelho de Mateus 25.31-46. E quem nos convida a refletir sobre esse assunto é o próprio Salvador Jesus.

"VIDA e MORTE" estão presentes em Jesus!
A primeira realidade que Jesus nos convida a olharmos é que "VIDA e MORTE" estão presentes N'ele.
Jesus estava com seus discípulos diante do Templo de Jerusalém. O Templo de Jerusalém era uma construção muito grande e bonita. A fachada do Templo era toda feita em mármore, enfeitada de objetos precisos oferecidos a Deus, entre eles uma grande videira de ouro. Havia também pedras preciosas e outras jóias. Toda essa beleza do Templo servia de orgulho para o povo, de maneira que os próprios discípulos de Jesus pararam admirados diante da sua grandiosidade (MT 24.1).Outro problema é que o povo achava-se seguro com o templo. Não confiavam mais em Deus, mas sim na grandiosidade do Templo.
Diante da admiração dos discípulos Jesus diz as seguintes palavras: "Não vedes tudo isto? em verdade vos digo que não ficará pedra sobre pedra" (Mt 24.2). Essas palavras de Jesus apontam para além do templo físico, para aquela construção. Jesus estava direcionando suas palavras para si mesmo, onde "VIDA e MORTE" se encontrariam. A destruição do Templo referia-se a morte de Jesus na cruz. Esse é o caminho de Jerusalém, a cruz. E é na cruz que "VIDA e MORTE" se manifestam. Os discípulos de Jesus, no entanto, parecem não compreender as palavras de Jesus, por isso, em particular, peguntam: "Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação dos séculos" (Mt 24.3).
A morte de Jesus na cruz faz parte da salvação que Deus preparou para o seu povo. Ali, onde a morte está presente, na cruz, está também presente o perdão e a salvação que Deus oferece a todas as pessoas. E é desse perdão e dessa salvação que a vida se manifesta e é estendida a todos aqueles que buscam refúgio ao pés de Jesus na cruz. Essa "VIDA" presente no perdão e na salvação que Deus estende a nós pela morte de seu Filho, nos acolhe para dentro do seu reino, nos consola diante da dor da morte, nos fortalece para que possamos enfrentar com coragem e fé os nossos problemas, as nossas enfermidades, nos ampara em nossa solidão e abandono e nos encoraja diante dos nossos medos e incertezas.
Mesmo que a morte de Jesus na cruz seja uma realidade muito dolorida para que possamos olhar, ela dirige os nossos olhos para frente, para a "ressurreição", onde a "VIDA" que nasce da cruz, passa a ser nossa vida também. Conforme o apóstolo Paulo: "Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, também vós (nós) também sereis manifestados com ele, em glória" (Cl 3.4).
No dia do "Juízo", a "MORTE e a VIDA" de Jesus, ou seja, a cruz e o túmulo vazio, apontarão o caminho para a "VIDA eterna". Assim, todo aquele que creu em Jesus como seu Salvador e tomou para si a "VIDA e MORTE" de Jesus como único caminho para os cuidados de Deus receberão dele a "VIDA" em seu reino: "Vinde benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25.34).

"VIDA e MORTE" se manifestam em nossos relacionamentos.
A segunda realidade que se faz presente nas palavras de Jesus é que a "VIDA e MORTE" de Jesus se manifestam agora em nossos relacionamentos. O apóstolo Tiago expressa essa realidade com as seguintes palavras: "Assim, também a fé, se não tiver obras é morta" (Tg 1.7). O apóstolo Tiago não está dizendo aqui que é necessário fazermos algo (boas obras) para que possamos ganhar de Deus a vida que Ele nos oferece. Essa "VIDA" nós já recebemos por meio de Jesus, em sua "MORTE e VIDA". Entretanto, o que nos conecta com essa "MORTE e VIDA" é a fé que recebemos por meio do Espírito Santo, desde o nosso batismo. Essa fé é uma fé viva, que produz frutos. Jesus mesmo nos mostra os frutos que a "MORTE e VIDA" produzem em nós: "Tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber...em verdade vos afirmo que, sempre que o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste" (Mt 25.35-40).
A fé significa o reconhecimento e o compromisso com a pessoa concreta de Jesus. Porém, onde Jesus está presente? Ele está identificado na figura do próximo. Assim, quando acolhemos, cuidamos, amparamos, consolamos ao nosso próximo, é ao próprio Jesus a quem estamos amparando e acolhendo. O apóstolo Paulo expressa essa realidade quando diz: "Louvado seja o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai bondoso, o Deus de quem todos recebem ajuda! Ele nos auxilia em todas as nossas aflições para podermos ajudar os que têm as mesmas aflições que nós temos. E nós damos aos outros a mesma ajuda que recebemos de Deus" (II Co 1.3-5).
Esse é o significado da segunda tábua da Lei - "Amem uns aos outros". Vivendo esse auxílio mutuo, consolando uns aos outros, ajudando uns aos outros, estamos vivendo em parte o reino dos Céus aqui na terra. E a realidade do céu é essa: Cuidado, auxílio e consolo, reflexos do amor de Deus por nós.
Quando olhamos para as palavras do apóstolo Paulo vemos que primeiramente nós fomos saciados em nossa fome, sede, frio, abandono, prisão, etc. Agora, saciados pelos cuidados cuidados de Deus, que está presente na "VIDA e MORTE" de Jesus, nós vamos ao encontro daqueles que tem as mesmas necessidades que nós temos para que eles também possam ser saciados em sua fome, sede, frio, abandono e prisão. Assim, quando estendemos os cuidados que recebemos de Deus ao nosso próximo, estamos estendendo também o reino de Deus. E dessa maneira que a fé que recebemos por meio da "VIDA e MORTE" de Jesus se manifesta e se torna concreta, visível e viva por meio dos nossos relacionamentos. E o que o próximo vê nesse cuidado que recebe? A "VIDA" que Jesus esta oferecendo: "Vinde benditos de meu Pai!"
Todas as pessoas que negam a "VIDA e MORTE" de Jesus, estão negando para si a "VIDA" que Jesus está oferecendo, e trazendo para si a "MORTE eterna" (eterna separação de Deus).Como essas pessoas vivem somente para si mesmos, achando ter o controle sobre o seu próprio destino, quando precisam enfrentar a morte, se desesperam. Elas também temem o dia do "Juízo", pois, por não estarem unidos com a "VIDA E MORTE" de Jesus, não sabem qual será o seu destino final. É para essas pessoas que Jesus dirige suas palavras de "LEI": "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para os anjos e os seus diabos" (Mt 25.41).
Para todos aqueles que estão conectado (unidos)a Cristo, por meio da fé viva que o Espírito Santo produz e mantém nos corações, ouvem doce convite de Jesus: "Venham, benditos de meu Pai!" e como estão conectado com a "VIDA e MORTE" de Jesus manifestam essa "VIDA e MORTE" em sua ações, palavras e atitudes.

Conclusão
"VIDA e MORTE", essas duas realidades se fazem presentes em nossas vidas diárias. E muitas vezes nos trazem sentimentos como a dor, o choro, o medo e a insegurança. Jesus nos convida a olhar para essa dupla realidade de uma maneira diferente, através de sua "MORTE e VIDA", de sua cruz e ressurreição, onde encontramos consolo e esperança. É por meio dessa "MORTE e VIDA" de Jesus, que se manifesta em nossos relacionamentos, que podemos encontrar os cuidados e o amparo de Deus que nos acolhe em seu reino e nos oferece agora a "VIDA" eterna. Amém.

Elton Americo - Formando em Teologia.